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Acessibilidade, Parte 1: Introdução

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Difficulty:IntermediateLength:ShortLanguages:
This post is part of a series called Accessibility.
Accessibility, Part 2: Perceivable

Portuguese (Português) translation by André Campos (you can also view the original English article)

A WordPress Foundation, em seu site, afirma que seu objetivo é "democratizar a publicação"; e continua dizendo que espera "servir bem o público através de software livre acessível". Claro, eles estão falando sobre software de código livre—acessibilidade, neste sentido, é o acesso irrestrito ao código-fonte. Entretanto, como desenvolvedores, não estaremos democratizando nada se uma grande parte da população for incapaz de acessar o conteúdo que está sendo renderizado pelo nosso software.

As estatísticas variam, mas a maioria dos estudos mostram que 20% (que é o mesmo percentual, ou próximo, de websites que usam WordPress) das pessoas possuem algum tipo de deficiência. Embora nem todos possuam algum tipo de dificuldade em acessar conteúdos na internet, um grande número de pessoas terá. Alguns terão de contar com tecnologias de suporte que só podem funcionar plenamente, ou em um alto nível, quando os websites são bem formatados e ajudam ativamente essas tecnologias.

Por que a acessibilidade é importante?

Acessibilidade na web é importante, e cada vez mais. Nós acharíamos inaceitável se alguém, por causa de alguma deficiência, não conseguisse acessar bibliotecas, escolas, hospitais ou até mesmo o supermercado. Mais e mais de nossas vidas tem sido gastas online, e agora que podemos nos comunicar normalmente com os amigos, ler artigos, estudar, procurar aconselhamento médico e comprar na internet. O acesso à Internet tem se tornado tão importante que, em 2011, o Relator Especial da ONU, Frank La Rue, divulgou um relatório sugerindo, efetivamente, que o acesso à internet deve ser considerado um direito humano. O ponto de partida é, acesso à internet é importante, e fazer dos websites acessíveis também.

E é um bom negócio também; empresas, melhorando a acessibilidade, podem ver um aumento nos lucros, simplesmente porque amplia o alcance de seu site. Não entrarei em detalhes, mas a Web Accessibility Initiative tem uma breve lista de estudos de caso, que você poderá ler. Eles também possuem uma seção de histórias de advertências relativas à ações judiciais contra empresas que falharam em assegurar que seus websites fossem acessíveis. Se você procura mais motivação, existe este artigo sobre a conciliação de acessibilidade com SEO. Muito da acessibilidade é sobre como permitir que o conteúdo seja compreendido através da programação, por isto faz sentido que estas mesmas técnicas irão ajudar os motores de buscas a entender e classificar o conteúdo.

Finalmente, as direções que você pode tomar para melhorar a acessibilidade são relativamente simples, e o objetivo desta série é levá-lo através das várias mudanças que você poderá fazer em seus plug-ins e temas para ajudar a todos a acessarem a internet.

O poder da internet está em sua universalidade. O acesso por todos, independente da deficiência, é um aspecto essencial.
— Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web

Sobre acessibilidade

Acessibilidade não é somente permitir leitores de telas—há uma variedade de deficiências que dificultam para os usuários o acesso ao conteúdo. Estes, geralmente, são divididos em quatro categorias:

  • Visual, como cegueira ou daltonismo
  • Auditiva, como surdez ou dificuldades de audição
  • Motora, como a falta de habilidades motoras ou a dificuldade em usar um mouse ou mouse pad
  • Cognitiva, como dificuldades de aprendizagem, desordens de déficit de atenção ou dislexia

Enquanto há um monte de coisas que os produtores de conteúdo estão pensando em termos de acessibilidade, como desenvolvedores nosso papel é assegurar que as ferramentas de produção que criamos para eles torne isto simples, e garantirmos que façamos tudo o que pudermos para que nossos plug-ins e temas processem o conteúdo de forma acessível. Nesta série de acessibilidade para nós será restrita ao que, como desenvolvedores, podemos fazer.

Sobre esta série

Nesta série iremos abordar algumas etapas básicas para que você possa tornar seu tema acessível. Nós seguiremos amplamente as Diretrizes de Acessibilidade ao Conteúdo Web, cobrindo os seguintes princípios básicos:

  • Perceptível: Garantir a apresentação do conteúdo de tal maneira que o usuário consiga usá-lo. Por exemplo, garantindo que nada esteja oculto aos leitores de tela, e que pessoas com deficiência visual ou daltonismo possam ler o conteúdo.
  • Operável: Os usuários devem ser capazes, de forma segura e ágil, de navegar por conta própria em um website, e que o layout do website não seja desorientador.
  • Compreensível: Que o website deva apresentar o conteúdo de tal forma que não prejudique o entendimento do conteúdo, e que o website deva se comportar de maneira 'previsível' a uma entrada humana.

O quarto princípio, que não abordamos, é a Robustez. Ela não será incluída nesta série, uma vez que seus princípios são genéricos e iremos discutir recomendações específicas ao longo da série. Robustez, para o desenvolvedor web, resume-se nos seguintes princípios básicos:

  • Produza HTML bem-formatado.
  • Use tags HTML de forma correta (isto será abordado especificamente, por exemplo, no uso das tags label e dos atributos ARIA).
  • Não crie IDs duplicadas.

Esta série se concentrará, principalmente, em temas, mas também irá abordar aspectos de acessibilidade relevantes para os desenvolvedores de plug-in. Não será uma lista exaustiva de técnicas e recomendações para entrar em conformidade com a WCAG, mas focaremos, principalmente, sobre os requisitos relevantes do nível mais baixo (nível A), ao mesmo tempo, incluindo algumas recomendações nível AA. O objetivo geral desta série é motivar, e prestar assistência, em tornar seu plug-in ou tema mais acessível. Em todo caso, as recomendações farão referência aos critérios de conformidade com a WCAG que sejam pertinentes.

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